O Balonista Perdido

O Balonista Perdido

Um homem na janela de sua casa acompanhava as manobras alopradas e desordenadas de um balão, que estava numa altitude muita elevada. Ao ver aproximar do solo, sem o controle das manobras no espaço, colocando em risco o ambiente em que navegava, o homem, querendo ajudar o balonista, nas dificuldades dessas manobras, resolveu aproximar o máximo do balão, que estava a 9 metros acima do solo. Ao aproximar do balão iniciou uma sinalização para o balonista, de modo a prever manobras perfeitas, que pudessem trazer tranqüilidades para todos.
A orientação foi precisa e o balão tinha tudo para navegar tranquilamente, e seguir seu destino, mas o balonista resolveu descer. No solo iniciou o diálogo entre o homem e o balonista.

O homem pergunta;
O que houve quando você tentava alcançar uma altitude muita elevada para um balão, pelos meus cálculos, em torno de 1.800 metros, foi quando você se descontrolou e quis estolar o balão indo parar na altitude de 16 metros e começou a tentar fazer um loop à direita com manobras arriscadas?

O Balonista responde;
Eu sabia o que estava fazendo, mas eu estava apressado, pois prometi estar em reunião com meus companheiros às 13 horas e já são 16 horas, e o pior, não sei onde estou, como cheguei aqui e nem como sair e cumprir o meu compromisso.

O homem continua;
Você está a leste da BR 324, a 16º. de latitude sul.
Vou lhe dar um conselho; cuidado com estas manobras de loop ascendente, além de não serem viáveis, são muito arriscadas.

O balonista respondeu;
Não entendi onde você disse que estou, seja mais claro. Outra coisa, minhas manobras não são arriscadas coisa nenhuma, eu e meus companheiros recebemos instruções para fazermos estes tipos de manobras transparentes e seguras, como você não conhece os nossos treinamentos de base, fica dando palpites errados.

O homem continua;
De acordo com a Lei da gravidade, quaisquer manobras com altitude acima de 0, são perigosas, isto porque você não pode contrariar a Lei da gravidade.

O balonista respondeu.
Fica sabendo que eu e meus companheiros quando encontramos leis que atrapalham nossos objetivos, feitas erradamente pelos nossos antecessores, nossos dirigentes majoritários revogam tais Leis, para não dificultar os nossos objetivos.

O homem continua;
Há pouco você viu, se eu não desse as coordenadas, você acabaria perdendo a sustentação e se espatifaria no solo.

O balonista respondeu;
Nada disso, pelo contrário, eu sabia o que estava fazendo, suas opiniões que atrapalharam minhas manobras, tudo que saiu de errado naquelas manobras, você foi o culpado, por ter dado palpites sem conhecer os meus propósitos.

O homem continua;
Você fala com muito entusiasmo, até parece que é o dono da verdade. Você não acha que deve ouvir opiniões?

O balonista respondeu:
Eu e meus companheiros temos compromissos de seguir somente as opiniões dos companheiros mais sabidos que nós.

O homem continuou;
Se você visse as configurações das figuras de “lissajours” das suas manobras na tela de um oscilógrafo, você corroborava as minhas observações.

O balonista perguntou;
Você é engenheiro?

O homem respondeu;
Sou sim, como sabe?

O balonista respondeu;
Simples! Pelo seu linguajar. O que você vem me dizendo até agora, de nada me valeu, não entendi nada, é muito difícil de compreender o que você diz, suas informações são inúteis para os meus objetivos, continuo perdido! Será que você não consegue ter uma resposta mais simples e satisfatória para que eu possa sair daqui e encontrar meus companheiros?

O homem continua;
Já sei… você é do PT

O balonista confirmou/
Sim, sou filiado ao PT! Com muita honra. Como descobriu?

O homem continuou;
Fácil! Veja só; você fala o tempo todo em companheiros, subiu, sem ter a mínima noção da altura alcançada e não procurou orientação dos competentes! Não sabia o que fazer, onde estava e nem para onde iria!
Fez promessa sabendo que não teria a mínima condição de cumpri-la! Esperou que outras pessoas lhe ajudassem a manobrar o seu balão, continuou perdido e a ajuda que achou, não reconheceu e ainda colocou a culpa dos desmandos do controle do balão, naquele que o ajudou, ignorando que os desmandos do controle do balão, é fruto da sua incompetência.

É isso aí meus amigos, esta é uma metáfora.
É possível existir uma estória correspondente?
A resposta está no foro íntimo de cada um.

Salvador – junho – 2007

Charrir Kessin de Sales – OJÉNNA

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