A Igreja e o Evolucionismo

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A Igreja e o Evolucionismo

Em 1889, os cientistas iniciaram várias pesquisas, promovendo uma verdadeira revolução no conhecimento humano.
Foi a época em que os pesquisadores analisaram a obra de Charles Robert Darwin (1809-1882), corroborando a teoria da evolução. A Ciência estava começando a ameaçar as teses pregadas pela religião, promovendo conflitos entre fé e ciência.

Dogmáticos e estudiosos da Bíblia, principalmente da França, Inglaterra e Estados Unidos, concentraram-se na idéia de que a teoria da evolução pudesse desempenhar algum papel na história do Cristianismo.
Para acirrar a questão, concluíram que não existem mais verdades absolutas.
Começou aí uma polêmica forte entre os cientistas, liderados por Alfred Loisy (1888 – 1961) pesquisador francês, que estabeleceu a tese que: os dogmas não caíram do céu, simplesmente acontecem com o passar do tempo. Já o teólogo inglês George Tyrrel (1884 – 1958) assustou os conservadores radicais, com a sua tese de que: – o ser humano não precisa de autoridades religiosas para conviver com Deus.
Esta estratégia era para conter o avanço das idéias científicas e impor os valores religiosos, ameaçados por heresias demoníacas, como ele, Tyrrel, classificava.

O papa Pio X (papado 1903 a 1914), indignado, revoltou-se alegando que não iria permitir a interferência do satanás com essas teorias absurdas, no seio da humanidade. Assim em 17 de julho de 1907, publicou o decreto Lamentabili.
O documento reuniu os princípios mais importantes da Ciência que ameaçava Vaticano.
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Em 27 de agosto de 1907, o Papa Pio X, ainda revoltado e com medo da evolução da ciência, convocou todos os bispos para se reunirem e tomarem uma decisão drástica, a fim de evitar, a ampliação do Reino do Satanás, no seio da humanidade.
Após sete dias de reuniões de portas fechadas, chegaram ao seguinte conclusão: Nos tempos de Adão e Eva, foi a serpente que induziu a mulher para que ela convencesse a Adão a comer o fruto da arvore do conhecimento, fruto proibido por Deus, (Gn. 3, 3), por ser a origem do mal, tornando o pecado original.
Agora estão aparecendo esses ignóbeis cientistas, influenciado pela astúcia do satanás, cometendo o mesmo pecado original, previsto na Bíblia, em que Deus disse: – “o homem tornou-se um de nos conhecedor do bem e do mal”, – Gn. 3, 22.
Essas ações desses hereges, revelam que eles estão querendo competir com Deus, isto é obra de pessoas endemoninhadas, devemos ser enérgicos com essas pessoas.

No dia 8 de setembro de 1907, o papa Pio X publicou a encíclica “pascendi dominici gregis”, em que condenou a aproximação entre a fé e a ciência moderna, tendo como justificativa, ser a ciência uma heresia satânica.
Com base nesta encíclica, professores e religiosos podiam ser expulsos das escolas e castigados, se não rompessem com a Ciência.

Segundo o teólogo e professor Peter Neuner (1931 – 2003), esta encíclica provocou um estremecimento geral. A partir daí, foram abertas as portas para todos os tipos de denúncias e perseguições, tanto que em 1909 chegou a ser criada em Roma um tipo de polícia secreta para perseguir os
que propagassem ideais das ciências modernistas.

Seminaristas, professores, religiosos e até bispos eram espionados e punidos. Mesmo a assinatura de um jornal liberal era considerada violação. E, quem fosse visto na companhia de alguém conhecido por suas idéias modernistas, podia sofrer medidas disciplinares.

Em 1910, o mesmo Papa italiano Pio X (Papado de 1903 a 1914), foi o criador do culto à Eucaristia, introduzindo a Ciência como heresia, nas comunhões das crianças..

O medo da Igreja em relação à Ciência, era tão grande que, entre 1910 e 1967, cada sacerdote era obrigado a fazer um juramento renegando as teses do Evolucionismo. Quem fosse apanhado descumprindo o juramento, seria excomungado.

Salvador 24 de agosto de 2006

Charrir Kessin de Sales – OJÉNNA

 

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