Você Sabia quê?

Olá amigos mais uma mensagem para os meus leitores

Você Sabia que?

01 – Religião veio de Religio, do grego qrhskeiav, que significa
“amor voluntário à Deus”. Não tem nada a ver com Religare.
02 – O Dilúvio narrado na Bíblia, ocorreu no ano 2290aC
03 – Os sumerianos surgiram por volta do ano 2375aC, passaram
pelo Dilúvio e permaneceram até o ano de 2230aC.
04 – Cristo é uma palavra grega que significa “o ungido”.
Já passaram pela Terra sete Ungidos;
1 – Críxena (4850aC), 2 – Khrisna (3500aC)
3 – Gilgamesh (1980aC) 4 – Zoroastro (1750aC)
5 – Jesus (5aC) 6 – Maomé (570dC)
7 – Joseph Smith (1805dC)
05 – A primeira capital mundial Cristã, foi a cidade grega
Constantinopla e não Roma.
06 – A família das línguas semíticas, eram caracterizada pelo uso
exclusivo de consoantes, até o ano 960.
07 – A palavra Hebraico vem de “Hebrom”, região de Canaã, que
era habitada pelo patriarca Abraão e seus descendentes,
vindo da terra de Ur.
08 – A seleção dos 42 nomes (entre os 232 existentes) que
foram considerados “inspirados”, como autores dos
Livros sagrados da Bíblia, foi definida no Concílio Rabínico
de Jâmnia no ano 90
09 – Que os livros que compõe a Bíblia levaram 1050 anos (de
910aC a 140dC.), para serem concluídos.
10 – Os 42 livros que compõem o Antigo Testamento só foram
compilados em Latim, no ano 232dC, como uma coletânea,
denominada ITALA (Vetus Latin), uma espécie de Bíblia
romanizada.
Essa coletânea foi aceita pelo cânon Judaico, por uma fração
dos Protestantes, por alguns Católicos Ortodoxos, Igreja
Católica Russa e uma minoria da Igreja Católica tradicional.
11 – Os textos do Novo e do Velho Testamento, foram traduções,
do Grego (Septuaginta), para o Latim (Vulgata, a Bíblia atual),
feitos por São Jerônimo em 386, na Palestina.
12 – O nome “Bíblia” vem do grego “Biblos”, nome da casca de
um papiro do século XI a.C..
13 – A palavra “Bíblia” para designar os livros que compunha as
Escrituras Sagradas, foi estabelecida, pela primeira vez, no
concílio Rabinico de Jâmnia, no ano 90.
14 – Quando foi escrita, A Vulgata em 386, não existiam
vogais e foi reproduzida em diversos materiais, de acordo
com a época e cultura das regiões, utilizando peles de
animais, papiro recém inventado, pranchas de barro,
cacos de pedra, pedaços de barro queimado, folha de
palma, osso, etc.
15 – A igreja Hebraica (atual cristã), recebeu o nome de Católica
no Concilio de Constantinopla I, em 381, por imposição do
imperador Romano Teodósio I, o Grande (346 – 395), que era
católico fanático, que em 380, num édito, “Cunctos Populos”,
decretou obrigatoriedade do catolicismo em todo seu império,
passando a perseguir os hereges (fiéis de outras religiões)
e os pagãos da época.
16 – Até o ano 960, no fim do período gaônico (609 a 1034), não
existia vogais, as palavras eram escritas só com consoantes.
A pronûncia era de difícil fonética, o que levou o massoreta
dos Tibiríades, Aarão ben Mosché ben Ascher (919 – 1001), a
criar um sistema de vogais, para interpolar às consoantes,
tornando mais fácil a fonética e a compreensão das palavras.
17 – Até 252, A maior autoridade religiosa cristã, era o Bispo de
Alexandria, era o mais alto grau da hierarquia eclesiástica.
18 – De 252 a 440 foram anos de rivalidades entre os cinco
Patriarcas (Bispos); de Antioquia, de Jerusalém, de Roma,
De Constantinopla e de Alexandria.
19 – Até o ano 440, não havia “Papa”, as igrejas viram-se
dominadas por cinco “patriarcas”, que eram os Bispos.
20 – No ano 440 o Bispo de Roma o então Leão I, o Magno,
definiu em sua carta Tomo a Flaviano (Patriarca de
Constantinopla), que o título de “Papa”, seria exclusivo dos
Bispos de Roma, tornando ele, Leão I o primeiro Papa cujo
papado durou de 440 a 461. Título que só foi oficializado em
toda comunidade cristã, em 1073.
21 – Até o ano 705, os monges mais cultos, chamados copistas,
reproduziram os textos sagrados, tanto do Velho como do Novo
Testamento à mão, interpolando alguns trechos, segundo às
conveniências da doutrina e os costumes do povo da época.
Alterando, não só o Novo, mas, também o Velho Testamento.
22 – Partes do Gênesis teriam sido criadas por teólogos, entre
eles Santo Agostinho (354 – 430).
23 – Não existe no Velho Testamento Judaico, o conceito de
pecado original, como está na nossa Bíblia, na história
pecaminosa no princípio da humanidade.
Foi adulterado por motivos dogmáticos.
24 – Do século II ao século XV, todos os escritos religiosos
existentes, estavam nos conventos.
25 – A divisão em capítulos, na Bíblia, foi introduzida em 1227, pelo
professor universitário, Stephen Langton (1169 – 1228), que
fora eleito Arcebispo de Canterbury, em 1205.
26 – A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo
impressor parisiense Robert Stephanus.
Os Objetivos dessas divisões, eram facilitar a consulta e as
citações Bíblicas, de um fiel para outro e teve muita
repercussão entre os religiosos Cristãos, que aceitaram sem
relutância, inclusive os judeus.
27 – Em 1461, Johann Gutenberg (1400 – 1468), inaugurou seu prelo
manual, recém inventado. A primeira obra impressa, foram os
escritos do Bispo Mazarin, os quais receberam a denominação de
“Bíblia Mazarina”. A publicação despertou interesse em toda
comodidade católica da época.
28 – A primeira Bíblia em nossa língua, foi impressa em 1748.
29 – A primeira tradução da Bíblia, para o português, foi feita em
1719, por João Ferreira de Almeida (1628 – 1720).
Com o prestígio do Marquês de Pombal, junto ao às
autoridades religiosas, conseguiu autorização para
Antônio Pereira de Figueiredo (1725 – 1797), fazer novas
Traduções Bíblicas:
A tradução do Novo Testamento foi feita em 1779 a 1781 e
A tradução do Velho Testamento foi feita em 1782 a 1790.
Ambos, a partir da Vulgata em Latim, que foi escrita por
São Jerônimo no ano 383 a 386 a pedido do Papa Dâmaso I
(papado 366 a 384), quando foram introduzidos os quatro
evangélicos do Novo Testamento.
30 – Até o ano 386, as missas em Roma eram celebradas em
grego, após a publicação da Vulgata, passaram a ser em Latim,
31 – Em 661 o Papa Vitaliano (papado 657 a 672), oficializou a
celebração das Missas em Latim, uma língua morta, pouco
conhecida que não era compreendida pelo povo.

Salvador – março – 2006
Charrir Kessin de Sales – OJÉNNA

A Justiça Refém do Dinheiro

Olá Amigos deste Portal, eis-me com o artigo falando da Justiça refém do Dinheiro. Abraços…charrir

A Justiça Refém do Dinheiro

Luiz Carlos, 24 anos, 1,75m de altura, filho do Desembargador Carlos Swindler, estudante de cursinho há 6 anos, nasceu e mora nos jardins, acorda sempre depois das 10 horas, só veste roupa de griffe, tênis importado, bebe wisky shivas 12 anos, vinhos franceses, sempre bebe alem dos limites, tem carro importado e blindado, gosta de boa vida, não trabalha, freqüenta festas de rock três vezes por semana e tem varias namoradas.
Jose Bispo, 23 anos, 1,80m de altura, filho de Maria Bispo, solteira, não estuda, só tem o 2º. ano primário, não tem nem bicicleta, mora na periferia, veste roupa sem categoria, usa sandália japonesa, gosta também de boa vida, trabalha como servente fazendo “bicos”, bebe cerveja, cachaça, 51 e outras, sempre bebe alem dos limites.
Antonio Carlos, que também mora nos jardins, estudante de cursinho há 8 anos, filho de Deputado Federal, promoveu uma festa, numa discoteca para comemorar seus 26 anos.
A festa era animada pela Banda Storm’s Drums Music, banda da pesada, rolando muita droga no ambiente.
Lá pelas 03:30h da manhã, rolou uma briga, motivada pelo Jose Bispo, que dirigiu uma brincadeira com uma das seis namoradas de Luiz Carlos. Como nestas festas, não aparece ninguém para apartar as brigas, pois fazem partes dos espetáculos, assim a briga entre Luiz e Jose, tornou-se acirrada, violenta e sem controle, foi quando um dos dois sacou de uma arma e deu três tiros fatais no outro.

Vão as perguntas:

1ª. As testemunhas farão os mesmos
depoimentos, caso seja Luiz Carlos ou
Jose Bispo, o assassino.

2ª. A Justiça, usará o mesmo critério, caso
seja o Luiz Carlos ou Jose Bispo, o
assassino

Cabe fazer uma reflexão e concluir conforme o nível de estado de consciência de cada um.

Santos – março – 2006
Charrir Kessin de Sales – OJENNA
Text

Para os amigos leitores com meu abraço…charrir

Conheça-se a si mesmo

Vamos conhecer alguns parâmetros que fazem parte da estrutura de quem quer conhecer-se a si mesmo;

DeusYHWH é a essência Máxima de Energia Cósmica interagindo em tudo, fragmenta em partículas para habitar como Ser, em todos os Eus sem nenhuma discriminação.
Assim, DeusYHWH está vivendo, indiscriminadamente, como Ser (um fragmento), em quaisquer seres vivos (Eus).

Ser é o fragmento Divino que habita dentro do Eu, levando as mensagens codificadas de DeusYHWH, para a Alma decodificar, para os cinco sentidos e o Eu vivenciá-los

Alma é a decodificadora das mensagens do Ser, para os cinco sentidos do Eu, gerando a Energia de Agir, para que o Eu possa cumpri-las.

Espírito é a Alma, após o desenlace (morte do Eu), rica em experiência, transmutada e unificada ao Ser, prontos para retornar à origem DeusYHWH.

O Eu é o instrumento de aprendizagem da Alma.

A Energia de Agir é a representação dos resultados das decodificações dos símbolos, das mensagens do Ser, feitos pela Alma, nas conversões para os cinco sentidos do Eu.

Resultante é a somatória das energias dos hormônios gerados pelas glândulas endócrinas, atuando no Eu, para que o Eu possa vivenciar as emoções que cada hormônio provoca.

Manifestações Voluntárias são manifestações comandadas sem o compromisso com a verdade e sim, com a razão, para atender as influências impostas pelos Sistemas: sociais, políticos e religiosos, que o Eu deve cumprir.

Manifestações Involuntárias são manifestações que não
podem ser comandadas, por terem compromissos com a
verdade e com a lógica, tais como; a ética, a moral e a
empatia, influenciando o Eu independente da vontade.

Razão é tomar um paradigma como estrutura. É a ferramenta que os intermediários (donos da verdade), utilizam para convencer o Eu a ter um comportamento, buscando um objetivo, sem se preocupar com a verdade.

Lógica é seguir uma seqüência de eventos, formando uma corrente, com inicio, meio e fim, bem definidos, para ter um discernimento ponderado e equilibrado, diante de todas as pressões que o Eu está sujeito, o qual, irá dar uma estrutura, que norteará seu comportamento, visando encontrar o real e o verdadeiro, por estar fundamentado na Ética, na Moral e nos compromissos intrínsecos com a verdade.

Agora que sabemos estes parâmetros vamos estudar a pressão destes parâmetros sobre o comportamento do Eu.
O Eu como instrumento de aprendizagem, terá que atender com ponderação todos estes parâmetros, para manter-se em equilíbrio e evoluir com o Universo.

Resumindo:
O Eu está sujeito a:
1 – Viver como um fragmento de DeusYHWH.
2 – Estar atento com a Energia de Agir.
3 – Coordenar as Resultantes dos hormônios.
4 – Filtrar as imposições estruturadas na Razão.
5 – Evitar as Manifestações Voluntárias e
6 – Administrar as Manifestações Involuntárias.
7 – Seguir sempre o campo da Lógica.

Vejamos as implicações que envolvem o Eu nos sete itens:

1 – O Eu tem que ter a consciência da Unicidade, ou
seja, tudo no Universo está interligado, numa
estrutura única, que é DeusYHWH.

2 – A Energia de Agir é para o Eu ficar atento, é
despertada durante as meditações e em todos
os momentos de reflexão .

3 – As Resultantes fazem os indivíduos diferentes, por
estruturar os Eus em proporções de hormônios diferentes,
para que os Eus, também tenham emoções diferentes,
criando motivações para viver e evoluir.

4 – A Razão é a ferramenta básica dos intermediários
para doutrinar os Eus.

5 – As Manifestações Voluntárias são comandadas, muito
cômodas para o Eu, trazendo esperanças de retornos
imediatos ilusórios.

6 – As Manifestações Involuntárias não são comandadas,
são independentes da vontade do Eu, mas, o Eu deve
assumir as conseqüências.

7 – A Lógica é a única ferramenta que o Eu pode usar,
para ponderar o equilíbrio das seis influencias que
agem sobre ele, (Eu).

Quando analisamos uma pessoa, devemos saber que:
Atrás daquela pessoa existe um Eu, que está submetido a quatro fontes de energias atuando simultaneamente nela com as características diferentes;
1 – A Energia de agir que procura disciplinar o Eu.
2 – A Resultante das reações do ambiente que vive o Eu
3 – As Manifestações Voluntárias
3a) A opção entre a Lógica e a Razão
3b) O Instinto de Observação
4 – As Manifestações Involuntárias
4a) A inteligência
4b) A resultante

O Eu se comunica, indiretamente com DeusYHWH, através do Ser, nas meditações e nas reflexões, apenas informando o resultado alcançado, por ele (Eu), individualmente, nas convivências com aquelas energias.
Já o relacionamento do Eu, só é possível com o Ser (partícula de DeusYHWH), utilizando a Energia de Agir, dos símbolos (emitidos pelo Ser), decodificados pela Alma, em que possam ser assimilados, com compreensão, pelos cinco sentidos do Eu.

Usando a Empatia nos trechos, aqui escritos com perseverança, poderá alcançar o “autoconhecimento de si mesmo”, o que imortalizou Sócrates quando alardeou:
…”conheça-se a si mesmo”…

Salvador 23 de agosto de 2006

Charrir Kessin de Sales – OJÉNNA

A Verdade numa Metáfora

Olá leitore deste Portal, aqui estou com novo artigo, falando sobre uma organização, usando uma metáfora. Abraãos…charrir

A Verdade numa Metáfora

Esta é uma história de uma organização muito antiga, de origem estrangeira, mas que também está presente numa cidade no interior de Minas Gerais e que teve seu apogeu em 1939, ano da emancipação da cidade.
Comentam que seu fundador foi o senhor Leoname Sued, um sírio libanês, descendente de judeu, exímio conhecedor das organizações sociais, em núcleos habitacionais e seu propósito era formar uma organização poderosa com padrões éticos Universais.
Sua organização, começou com cerca de 780 associados diretos. cresceu 60% nos primeiros 50 anos e as perspectivas iam de “vento em popa”.
A organização já contava com 1.280 associados diretos e 400 simpatizantes. Com esse aglomerado de pessoas, apareceram logos os lideres de classes, procurando dar interpretações aos regulamentos da organização, querendo mostrar mais conhecimentos que os demais, autos cognominando donos da verdade, e assim, poderia manobrar com a maioria.
Inicialmente, apareceram muitos candidatos, o que deu desfecho da formação de uma escala hierárquica, com cinco degraus, conforme a interpretação dos regulamentos da organização.
Logo em seguida apareceram mais interessados na hierarquia da organização. Para tomar parte da organização, apareceram também, líderes dos simpatizantes, com a intenção de ajudar a convencer os simpatizantes sobre as verdades ditas pelos líderes das hierarquias oficiais. Esses líderes oficiais, se julgavam os donos da verdade, os únicos que conheciam e sabiam interpretar corretamente os regulamentos da organização, criaram teorias mirabolantes e fantasiosas, as quais, começaram a azucrinar o senhor Leoname Sued.
Eis que começaram aparecer os problemas.
Os líderes tinham idéias muito diferentes um do outro, mas todos mostravam muitas habilidades nas falácias diante dos associados, foi aí, que começaram a separar os grupos, com os propósitos que, a verdade de um grupo novo, era superior a verdade de outros grupos, e cada líder intermediário, declarava ser o mais influente junto ao senhor Leoname Sued. Esses líderes viviam convocando grupos, em ambiente específico, para expor suas idéias mirabolantes e utópicas, assumindo posturas como donos da verdade, insuflando o grupo a buscar mais e mais direitos, desde que haja mais contribuições para tornar a organização mais forte, assim a organização, convenceria o senhor Leoname a devolver em dobro essas contribuições.
Havia também o grupo que só fazia atrapalhar, era a família do senhor Reficúl, que era idoso, e seus filhos, Obaid o mais velho, Oinômed, Reficúl Junior e Sánatas, o caçula, o mais violento e o mais aliciador das famílias.
Conta-se que, no início do projeto da organização, Reficúl era amicíssimo de Leoname, mas no “lay out”, Reficúl queria muitos poderes e não queria obedecer, só queria mandar, chegando a revoltar-se contra Leoname, tornando-o seu inimigo. Dizem que Reificúl, ameaçou a não dar tréguas aos associados da organização de Leoname. Também se comenta que a Família de Reficúl, é mantida na organização, para justificar certos deslizes dos representantes da organização e os maus comportamentos de alguns associados. O certo que a maioria dos associados da organização acredita nos potenciais da família Reficúl. Neste assunto os lideres colaboram muito, confirmando que a família do Reficúl tem muito poder na organização e costuma influenciar muitos associados a se comportarem mal. Atualmente as preocupações dos lideres, são exortarem os associados da organização, a decorarem trechos com palavras enaltecendo o senhor Leoname, ensinando a eles que; com essas exaltações o senhor Leoname, irá dar soluções aos problemas econômicos, mais saúde, irá dar segurança, união familiar, boa morada, bom emprego e dar boa qualidade de vida a cada um, além de afastar as influências da família do Reificúl.
Os associados da organização, estão sempre acreditando em tudo que os intermediários falam.
No início, o senhor Leoname Sued, convocava os associados para os encontros, onde eram transmitidos ensinamentos sobre as regras e as leis da organização. Assim, ao chegar aos locais de encontro, o senhor Leoname era recebido pelos associados, numa grande exaltação, sempre usando as mesmas palavras, ensinadas pelos líderes, donos da verdade, e num uníssono, gritavam:
Senhor Leoname, o senhor é o máximo, é o maior, é inteligente, justo, bondoso, faz maravilhas na organização, nós te amamos de coração, nós te pedimos que tenha paciência conosco, pois não somos dignos de pertencer a esta organização, mas… com uma só palavra do Senhor, seremos felizes, teremos bons salários, bons empregos, muita fartura, muita saúde, não iremos sofrer, nossas famílias serão unidas, a família do Reficúl não vai nos molestar, teremos muita tranqüilidade, sentiremos protegidos pela sua competência e da miséria estaremos salvos.
Oh! Senhor Leoname, nós te damos graças todos os dias pelas maravilhas que tu fizestes em nossas vidas, não há outro administrador igual a senhor, é o único, o maior e o melhor administrador do mundo, nós lhe exaltamos em nome do amor….
Leoname interrompe o clamor e pergunta o líder…”já fazem duas horas que esse pessoal está aqui, só me elogiando, repetindo as mesmas palavras, me colocando atributos fantasiosos e os maiores elogios possíveis e imagináveis ….afinal, eles não têm nada para fazer em casa! Eles não trabalham! Só ficam esperando por mim! Responde o líder….”o trabalho não é relevante, o importante é mostrar o amor destes associados pelo senhor, isto porque o senhor merece muito mais, estes associados confiam cegamente no senhor, daí esta demonstração pública. O senhor não acha esta manifestação de amor maravilhosa! Muito mais bacana que se eles estivessem em casa ou trabalhando!
Esta manifestação mostra o reconhecimento de sua magnitude e suas excelentes qualidades. Para estes associados, o mais importante é exaltar o senhor no máximo para mostrar o amor deles pelo senhor, eles estão conscientes que se ficassem em casa fazendo algo ou se fossem trabalhar, iriam perder as chances de reconhecer, ao vivo, os méritos do senhor. O nosso objetivo, como líderes conhecedor das Leis da organização, é mostrar a eles, as melhores formas de reconhecimentos e de agradecimentos pelos bens que o senhor nos proporcionam, e mesmo, os trabalhos tornam as pessoas cansadas, sem motivação e sem tempo para exaltações, como estamos lhe proporcionando”.

O Senhor Leoname Sued, pessoalmente, não está mais presente aos encontros, mas…os associados, (agora em “n-centos” lugares, proliferados pelos líderes de diferentes interpretações das leis da organização), continuam com a mesma “ladainha”, da exaltação com as mesmas palavras de n-centos anos atrás e com as mesmas esperanças.

É isso aí meus amigos… Parece ser difícil identificar a organização, objeto desta metáfora.

Santo André – março – 2006
Charrir Kessin de Sales – OJÉNNA